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‘CEI das Maternidades’ inicia oitivas em 14 de julho

13 de julho de 2015
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Em discurso durante comunicação parlamentar da sessão ordinária, Pietro Arnaud disse que situação do Hospital Evangélico é ‘caótica’

O vereador Pietro Arnaud (PTB), vice-presidente da Câmara Municipal de Ponta Grossa e presidente da “CEI das Maternidades”, anunciou, durante a sessão ordinária de 13 de julho, que no dia seguinte (14) irão iniciar as oitivas da Comissão Especial de Investigação criada para analisar todas as situações envolvendo o atendimento médico a gestantes e recém-nascidos em Ponta Grossa. A primeira oitiva será com o diretor clínico do Hospital Evangélico, Adilberto Souza Raymundo, às 13h30, no Plenário da Câmara.

Além do ofício enviado a Adilberto convidando-o para participar da reunião extraordinária desta terça, os cinco membros que compõem a CEI da Maternidade – Pietro; Pastor Ezequiel Bueno (PRB), relator geral; Amauri Manosso (PT), Taíco Nunes (PTN) e Professor Careca (SD), relatores especiais – enviaram ofícios ao presidente, à diretora administrativa e ao diretor clínico do Hospital Evangélico – respectivamente, Carlos Roberto Justus Madureira, Rosicléia Simão e  Adilberto – solicitando informações, em um prazo de dez dias, “com relação às notificações da Vigilância Sanitária […] de Ponta Grossa, bem como os pedidos realizados pelo corpo clínico deste Hospital”, publicados na edição de 12 de julho do Diário dos Campos. Os ofícios também pedem informações sobre os atendimentos realizados às pacientes Elisângela Dantana Sant’ana, Rúbia Carneiro, Ticiane, Marilda Palhano, Silvia Brandt, Jhenifer Pavoski, Valdineia Pereira, Marilia Amaral, Tamires Anna Francisco e Walesca Sanchez Garcia Santos.

Também nesta segunda, foram enviados dois requerimentos ao prefeito Marcelo Rangel de Oliveira (PPS) solicitando remessa dos seguintes documentos e informações: quais as providências tomadas pelo Hospital Evangélico com relação às ultimas vistorias realizadas pela Vigilância Sanitária Municipal no local; número de gestantes acompanhadas pelo município nos últimos dois anos em atendimentos pré-natais; cópia das ultimas vistorias realizadas no Hospital Evangélico, na Santa Casa de Misericórdia e na Maternidade Santana Unimed, “com as respectivas fotos”; e se as maternidades de Ponta Grossa atendem à Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 15/2012, do Ministério da Saúde.

 

Tribuna

No discurso na Tribuna, na comunicação parlamentar da sessão de 13 de julho, Pietro Arnaud voltou a falar sobre o trabalho da CEI da Maternidade e sobre a situação pela qual passa o Hospital Evangélico. “Quero registrar que passamos os últimos dias bastante intensos. E é bastante constrangedora a situação envolvendo […] as maternidades da cidade de Ponta Grossa, mais especificamente a situação e as condições […] do Hospital Evangélico”, disse o vereador. “Nós precisamos […] de uma união de forças políticas […] para poder ajudar a […] resolver o problema da maternidade”, completou.

Pietro contou que tinha em mãos um relatório de 21 páginas da Vigilância Sanitária Municipal sobre vistoria realizada em fevereiro deste ano no Hospital Evangélico – instituição que, segundo ele, “precisa sofrer um choque de gestão”. “É do início ao fim, senhor presidente [vereador Sebastião Mainardes, DEM]. É a questão administrativa, é a questão política, é a questão técnica, é a questão do corpo clínico”, afirmou.

“Hoje [segunda], estive conversando com a presidente do Conselho [Regional] de Enfermagem. A situação do ponto de vista do Conselho […] é caótica […], uma defasagem violenta de profissionais da área de enfermagem, situações absurdas do local”, disse. Pietro referia-se ao encontro que teve, na manhã desta segunda, com a enfermeira fiscal e chefe da Subseção local do Conselho Regional de Enfermagem (Coren) Maria Eiko Kanda. Segundo o vereador, o órgão chegou a notificar o Hospital Evangélico em 24 de fevereiro deste ano sobre algumas situações encontradas no local. O Coren determinou ao hospital, por exemplo, a implantação “imediata” da sistematização de assistência e a elaboração do regimento interno de enfermagem e o afastamento de duas profissionais da área.

Após dois apartes – dos vereadores Daniel Milla (PSDB) e Antonio Laroca Neto (PDT), que parabenizaram a iniciativa da instalação da CEI das Maternidades –, Pietro disse que “não vamos descansar enquanto não resolvermos isso”. “Nós temos falado em nome de todos os vereadores […] que essa é uma situação que, como bem disse [o vereador Daniel] Milla, chega no ouvido do vereador”, afirmou. “Estamos recebendo diversas mães e a situação é caótica. O momento de ter o nenê é o momento mais sagrado da vida de uma pessoa, e infelizmente esse momento vem sendo manchado”, finalizou Pietro, informando que o número de mortes de bebês, em Ponta Grossa, já chega a 34 somente neste ano.

(Foto: José Aldinan Oliveira/CMPG)