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CEI das Maternidades convida representante da 3ª Regional para participar de visita ao Evangélico

4 de setembro de 2015
hospital-evangelico

Também foram convidadas integrantes de conselhos municipal e estadual de Saúde

Os cinco vereadores que compõem a “CEI das Maternidades”, Comissão Especial de Investigação criada para analisar situações envolvendo o atendimento médico a gestantes e recém-nascidos em Ponta Grossa – Pietro Arnaud (PTB), presidente; Pastor Ezequiel Bueno (PRB), relator geral; e Amauri Manosso (PT), Taíco Nunes (PTN) e Professor Careca (SD), relatores especiais –, convidaram a chefe da 3ª Regional de Saúde, Sheila Tramontim Mainardes, para participar da visita a ser realizada no Hospital Evangélico no dia 10 de setembro, às 14 horas. Também foram convidadas para acompanhar a visita representantes dos conselhos estadual e municipal de Saúde. Para marcar essa visita, um ofício foi enviado no dia 2 de setembro à diretora administrativa do Evangélico, Rosecléia Simão Venske.

A CEI das Maternidades também enviou ofícios para realização de quatro oitivas em duas datas – 11 e 18 –, sempre a partir das 14 horas, no Plenário da Câmara. Para o dia 11, foram convidadas Eliane Bueno, enfermeira chefe do Hospital Evangélico, e Maria Eiko Kanda, fiscal do Conselho Regional de Enfermagem do Paraná (Coren/PR). E, para o dia 18, Flavio Kaiber, diretor-executivo da Santa Casa de Misericórdia, e Saulo Gabriel de Souza, diretor da Maternidade Santana.

 

Amas

Durante discurso na tribuna, antes do início da sessão ordinária de 2 de setembro, Pietro Arnaud citou a conversa que teve com representantes da Associação em prol à Maternidade Ativa e Segura (Amas), em 28 de agosto. “Nós temos, talvez, mais de 50 mães em Ponta Grossa que desejam falar sobre a violência obstétrica que sofreram. Eu protocolei um projeto que trata da repressão a esse tipo de violência e o vereador [Professor] Careca [SD] fez o projeto, aqui, das ‘doulas’”, disse o vereador, referindo-se ao projeto de lei de sua autoria que dispõe sobre a implantação de medidas de informação à gestante e à parturiente no contexto da Política Nacional de Atenção Obstétrica e Neonatal – instituída pela Portaria 1.067, de 4 de julho de 2005, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), do Ministério da Saúde (MS). O PL foi protocolado em 18 de agosto passado.

Segundo Pietro, a Amas dispôs-se a ouvir essas mães. “Eles [Amas] têm professores universitários, enfermeiros, pessoas de diversas áreas da saúde”, disse. “Eles vão, em parceria com algumas pessoas do curso de Jornalismo da UEPG [Universidade Estadual de Ponta Grossa], produzir um artigo científico tratando da violência obstétrica na cidade e também realizarão um vídeo para o curso de Jornalismo. É um trabalho bem interessante que nós passaremos mais detalhes à medida que formos ouvindo essas mães”, completou.

Segundo o jornalista e professor Felipe Pontes, um dos representantes da Amas, a entidade propôs a realização de uma pesquisa qualitativa para identificar, a partir do relato voluntário das mulheres, as representações sobre as morbidades materno-infantis. “A pesquisa será coordenada por quatro pesquisadores integrantes da Amas e professores universitários. Será realizada uma campanha para convidar as mulheres a prestarem seus relatos”, diz.

Pontes observa que esse projeto está praticamente concluído, mas ainda deverá passar pelo comitê de ética e pesquisa da UEPG, “ou da Faculdade Santana”. “É bom lembrar que o projeto não vai subsidiar apenas a CEI das Maternidades, pois inclui morbidades sofridas em maternidades particulares. A ideia é, com o material, mobilizar o Ministério Público Federal [MPF] e subsidiar as lutas da Amas por melhoria na assistência da cidade”, explica.