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CEI das Maternidades fará visita ao Hospital Evangélico

2 de setembro de 2015
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Também estão marcadas quatro oitivas no Plenário da Câmara, para dias 11 e 18 de setembro

Os cinco vereadores que compõem a “CEI das Maternidades”, Comissão Especial de Investigação criada para analisar situações envolvendo o atendimento médico a gestantes e recém-nascidos em Ponta Grossa – Pietro Arnaud (PTB), presidente; Pastor Ezequiel Bueno (PRB), relator geral; e Amauri Manosso (PT), Taíco Nunes (PTN) e Professor Careca (SD), relatores especiais –, farão uma visita ao Hospital Evangélico no 10 de setembro. A informação foi divulgada por Pietro na tarde do dia 2 de setembro, durante a comunicação parlamentar da sessão ordinária da Câmara Municipal de Ponta Grossa. Para marcar essa visita, um ofício foi enviado nesta quarta à diretora administrativa do Evangélico, Rosecleia Simão Venske.

Além disso, a CEI das Maternidades também enviou ofícios para realização de quatro oitivas em duas datas – 11 e 18 de setembro –, sempre a partir das 14 horas, no Plenário da Câmara. Para o dia 11, foram convidadas Eliane Bueno, enfermeira chefe do Hospital Evangélico, e Maria Eiko Kanda, fiscal do Conselho Regional de Enfermagem do Paraná (Coren/PR). E, para o dia 18, Flavio Kaiber, diretor-executivo da Santa Casa de Misericórdia, e Saulo Gabriel de Souza, diretor da Maternidade Santana. Para acertar os detalhes dessa visita e também as perguntas que deverão ser feitas durante as quatro oitivas marcadas, Pietro convocou os demais vereadores para uma reunião nesta quinta-feira (3), às 14 horas, na Sala das Comissões.

“Segundo informações que recebi, o Hospital Evangélico tem uma pauta de várias alterações e mudanças que estão sendo realizadas e que pretende realizar”, disse Pietro na tribuna, na tarde desta quarta. “Temos duas enfermeiras que desejamos muito ouvir. Entretanto, elas estão muito nervosas, para participar da CEI, que, é bom que se diga, tem o poder de convidar as pessoas; nós não convocamos ninguém. Então, é preciso que a gente tenha uma certa paciência com relação a isso”, observou.

Pietro Arnaud lembra que a CEI das Maternidades ainda não recebeu a resposta do Poder Executivo em relação ao relatório final da Vigilância Sanitária Municipal acerca do Hospital Evangélico, após vistoria feita em julho no local. “Nós ainda não recebemos essa resposta que, com certeza, será muito importante para o nosso trabalho na comissão”, afirma.

 

Amas

Durante seu discurso na tribuna, nesta quarta, Pietro Arnaud citou a conversa que teve com representantes da Associação em prol à Maternidade Ativa e Segura (Amas), na última sexta-feira (28). “Nós temos, talvez, mais de 50 mães em Ponta Grossa que desejam falar sobre a violência obstétrica que sofreram. Eu protocolei um projeto que trata da repressão a esse tipo de violência e o vereador [Professor] Careca [SDD] fez o projeto, aqui, das ‘doulas’”, disse o vereador, referindo-se ao projeto de lei de sua autoria que dispõe sobre a implantação de medidas de informação à gestante e à parturiente no contexto da Política Nacional de Atenção Obstétrica e Neonatal – instituída pela Portaria 1.067, de 4 de julho de 2005, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), do Ministério da Saúde (MS). O PL foi protocolado em 18 de agosto passado.

Segundo Pietro, a Amas dispôs-se a ouvir essas mães. “Eles [Amas] têm professores universitários, enfermeiros, pessoas de diversas áreas da saúde”, disse. “Eles vão, em parceria com algumas pessoas do curso de Jornalismo da UEPG [Universidade Estadual de Ponta Grossa], produzir um artigo científico tratando da violência obstétrica na cidade e também realizarão um vídeo para o curso de Jornalismo. É um trabalho bem interessante que nós passaremos mais detalhes à medida que formos ouvindo essas mães”, completou.

Segundo o jornalista e professor Felipe Pontes, um dos representantes da Amas, a entidade propôs a realização de uma pesquisa qualitativa para identificar, a partir do relato voluntário das mulheres, as representações sobre as morbidades materno-infantis. “A pesquisa será coordenada por quatro pesquisadores integrantes da Amas e professores universitários. Será realizada uma campanha para convidar as mulheres a prestarem seus relatos”, diz.

Pontes observa que esse projeto está praticamente concluído, mas ainda deverá passar pelo comitê de ética e pesquisa da UEPG, “ou da Faculdade Santana”. “É bom lembrar que o projeto não vai subsidiar apenas a CEI das Maternidades, pois inclui morbidades sofridas em maternidades particulares. A ideia é, com o material, mobilizar o Ministério Público Federal [MPF] e subsidiar as lutas da Amas por melhoria na assistência da cidade”, explica.

(Foto: José Aldinan Oliveira/CMPG)