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NOTA DE ESCLARECIMENTO

7 de abril de 2016
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Pietro Arnaud diz que governo do estado deve honrar compromissos assumidos com Hospital Evangélico

Vereador, que é presidente da CEI das Maternidades, posicionou-se em relação ao fechamento temporário do hospital, anunciado nesta quinta-feira em nota oficial

“Uma vez que isso é responsabilidade do Estado, esperamos que o governo honre seus compromissos com o Hospital Evangélico e faça os repasses nos dias acordados com a instituição”.

Assim o vereador Pietro Arnaud (Rede), vice-presidente da Câmara Municipal de Ponta Grossa, posicionou-se em relação à nota oficial divulgada na manhã desta quinta-feira (7) pela Sociedade Evangélica Beneficente de Ponta Grossa (SEBPG) informando sobre o fechamento temporário do Hospital Evangélico. Pietro é o presidente da CEI das Maternidades – Comissão Especial de Investigação criada para analisar situações envolvendo o atendimento médico a gestantes e recém-nascidos em Ponta Grossa –, integrada pelos vereadores Pastor Ezequiel Bueno (PRB), relator geral; e Amauri Manosso (Rede), Taíco Nunes (PTN) e Professor Careca (PR), relatores especiais.

O vereador ressalta que, uma vez que, até o presente momento, “não recebemos informação relativa ao período necessário para as reformas”, ele oficiou, no início da semana, o Hospital Evangélico, a 3ª Regional de Saúde, o Ministério Público do Estado do Paraná (MP/PR) e a Secretária de Estado da Saúde (Sesa) requerendo informações sobre a situação atual da maternidade quanto ao que se pretende de adequação estrutural, equipamentos e mão de obra. “É preciso um esforço conjunto das demais instituições hospitalares para atender à demanda pactuada pela unidade hospitalar, permitindo ao Evangélico adequar-se tecnicamente. Assim como é preciso um esforço do Estado para que nossas maternidades possam atender ao pactuado com qualidade e eficiência – o que exige, todos sabemos, repasses suficientes para o atendimento”, afirma.

Segundo informações recebidas por Pietro Arnaud, o fechamento do Hospital Evangélico acontecerá a partir de 31 de maio próximo, e as pacientes serão encaminhadas ao Hospital Universitário Regional dos Campos Gerais (HURCG). “Nós confiamos plenamente no trabalho desenvolvido pelo Hospital Regional e na competência e profissionalismo do seu diretor-geral, o farmacêutico Everson Augusto Krum”, destaca Pietro.

“Repito e reforço uma afirmação que eu fiz ainda no início das investigações da CEI das Maternidades, em meados de julho do ano passado. Nós, da Comissão, sempre trabalhamos para ajudar as maternidades ponta-grossenses. O que fazemos é na  intenção de contribuir para a melhoria do atendimento às gestantes e aos bebês recém-nascidos em nossa cidade – o que, diga-se, também é o objetivo principal das maternidades e do próprio sistema de saúde”, lembra Pietro. “Nós, que vivenciamos a situação das nossas gestantes e recém-nascidos, torcemos para a melhoria do Hospital Evangélico e pela volta do seu atendimento às pacientes de Ponta Grossa e região”, afirma. “Até porque o cidadão que paga impostos deve saber de que forma funciona um hospital que presta atendimentos pelo SUS [Sistema Único de Saúde]”, conclui.

 

‘Tempo indeterminado’

Foi no dia 10 de março passado que a atual diretoria do Hospital Evangélico pediu a interrupção do atendimento a gestantes e recém-nascidos “por tempo indeterminado”. “Acabei de receber a informação de que o Hospital Evangélico oficiou a 3ª Regional de Saúde e o Ministério Público [do Estado do Paraná, MP/PR] requerendo um prazo para a suspensão das atividades”, relatou Pietro no final da tarde daquele dia.

“Essa é uma notícia preocupante”, disse Pietro, à época. “Mas, ao mesmo tempo, ela ratifica o fato de que todos os nossos argumentos após as investigações feitas pela CEI das Maternidades eram verdadeiros. Essa decisão reitera que o nosso trabalho na Comissão sempre esteve no caminho correto”, completou.