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Para Pietro, aprovação de regime de urgência de projeto da Sanepar ‘é uma vergonha’

30 de novembro de 2015
petro

“Hoje [30], após a gente ter feito uma CPI [Comissão Parlamentar de Inquérito] apontado inúmeras irregularidades sobre a prestação de serviços da Sanepar [Companhia de Saneamento do Paraná] para Ponta Grossa; após termos dito que o contrato da companhia é nulo, que precisa ser licitado, a Câmara prestou um desserviço à população. Votou contra o interesse do cidadão e aprovou, em regime de urgência, talvez o projeto mais importante para nós, que é a renovação do contrato de 30 anos com a Sanepar. É uma vergonha para mim, para os vereadores e para a cidade de Ponta Grossa”.

Assim, o vereador Pietro Arnaud (Rede), vice-presidente da Câmara Municipal de Ponta Grossa, se pronunciou a respeito do aprovação, por 14 votos a seis, do regime de urgência para votação do Projeto de Lei 351/2015, do Poder Executivo, durante sessão extraordinária realizada na tarde desta segunda-feira (30). O Legislativo tem, agora, um prazo de 15 dias para fazer tramitar o PL por todas as comissões permanentes da Casa e aprová-lo. Se isso acontecer, o Projeto de Lei substituirá o Contrato de Concessão 51/2006 (de 29 de março de 2006), entre o município de Ponta Grossa e a Sanepar. O novo “Contrato de Programa” tem previsão de investimento da ordem de R$ 931 milhões para os próximos 30 anos.

Além de Pietro, os vereadores que votaram contra o regime de urgência foram Taíco Nunes (PTN), Alysson Zampieri (PPS), Antonio Aguinel (Rede), Antonio Laroca Neto (PDT) e Pascoal Adura (PMDB). O que votaram a favor foram Adelia Aparecida Souza (PSD), Amauri Manosso (PT), Daniel Milla (PSDB), Delmar Pimentel (PP), Odenilson Puchta (PSDC), Jorge da Farmácia (PDT), Pastor Luiz Bertoldo (PRB), Professor Careca (SD), Márcio Schirlo (PSB), Mauricio Silva (PSB), Nilson Ribeiro, o Nilsão (PT), Rogério Mioduski (PPS), Romualdo Camargo (PSDC) e Valtão de Souza (PROS). Não votaram o presidente da Câmara, Sebastião Mainardes (DEM), e Pastor Ezequiel (PRB) e George Luiz de Oliveira (PMN), que não estavam no Plenário na hora da votação.

“Esse Projeto de Lei é um descompasso total em relação ao resultado da CPI, que acabamos de fechar e da qual eu fui o relator. Essa aprovação desconsiderou completamente a população de Ponta Grossa”, diz Pietro. “Sinto-me completamente envergonhado, no dia de hoje, porque fui feito de palhaço. Eu não consigo acreditar que, mesmo depois de termos apontado inúmeras irregularidades na Sanepar através da CPI, o Executivo mandar um projeto que passou como um trator por cima da decência, da ética e da coerência”, continua. “Isso é um completo absurdo do qual a população jamais se esquecerá”, completa.

Pietro lembra que o atual contrato entre o município e a Sanepar ainda tem dez anos para expirar. “Além disso, os investimentos que estão sendo propagandeados pelo Executivo e pela própria Sanepar nada mais são do que uma obrigação, e ainda é muito pouco”, afirma o vereador. “Para completar, é preciso não se esquecer de que a população terá de pagar por eles”, conclui.