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Pietro comemora absorção de pacientes da Maternidade Santana pelo Hospital Universitário

7 de fevereiro de 2017
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HURCG aumentou de 32 para 44 leitos

O vereador Pietro Arnaud (Rede) parabenizou o Hospital Universitário Regional dos Campos Gerais (HURCG) pelo fato de a instituição estar absorvendo as pacientes que vinham sendo atendidas pela Maternidade Santana, fechada desde janeiro passado. A maternidade vinha realizando uma média de 100 atendimentos por mês, entre partos e outros procedimentos médicos.

“Eu estou comemorando essa decisão do Hospital Universitário. Sempre defendi que Ponta Grossa deve ter um hospital público dotado de maternidade”, disse Pietro, lembrando que o HURCG aumentou de 32 para 44 leitos. “Parabenizo, também, o diretor-geral do hospital, Everson [Augusto] Krum, por essa iniciativa”, completou. De acordo com o vereador, o Hospital Universitário também vai atender às pacientes que precisam fazer o exame de cardiotodografia (CTG).

Pietro lembra que, no ano passado, houve reclamações por parte de pacientes de que a Maternidade Santana não vinha fazendo exames de CTG. Além disso, foi nessa maternidade que aconteceu um incidente com médicos cubanos, contratados através do programa federal Mais Médicos. “Nós tivemos outras reclamações envolvendo a Maternidade Santana que foram encaminhadas no Relatório Final da CEI das Maternidades – Comissão Especial de Investigação criada na Câmara Municipal de Ponta Grossa, em julho de 2015, para analisar situações envolvendo o atendimento médico a gestantes e recém-nascidos em Ponta Grossa.

Em abril de 2016, Pietro chegou a requerer à Secretaria Municipal de Saúde informações sobre a quantidade de exames de cardiotocografia  solicitados a gestantes nos cinco anos anteriores, mas que haviam sido negados pela Maternidade Santana. O requerimento baseava-se em documentos recebidos por ele e em informações prestadas pela enfermeira Adriana Alves, do Apoio Institucional da Coordenação de Atenção Primária da pasta, durante oitiva realizada em 28 de abril à CEI das Maternidades. Conforme documentos obtidos por Pietro, algumas pacientes tiveram esse tipo de exame negado pela Maternidade Santana e foram encaminhadas pela instituição ao Centro Municipal da Mulher (CMM).

No final de maio de 2016, Pietro enviou ofício ao procurador-geral da República Osvaldo Sowek Júnior, titular do Ministério Público Federal (MPF), questionando supostas atitudes de preconceito contra médicos cubanos integrantes do programa federal Mais Médicos. O questionamento de Pietro também se baseou em informações de Adriana Alves, que havia relatado que inúmeras carteirinhas de gestantes de Ponta Grossa – cujo hospital de referência era, então, a Maternidade Santana – trazerem grafadas palavras sugerindo preconceito contra os médicos intercambistas, na maioria cubanos.