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Pietro diz que “Estar Digital” custou em 2019 à AMTT, 1020,11% a mais do que talonários em papel.

14 de junho de 2020
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Em resposta ao vereador Pietro Arnaud, a AMTT confessa que a média anual de despesa com talonários em papel girava em torno de R$ 115 mil reais, enquanto contratos com a CIDATEC já somam mais de R$ 3 milhões e a arrecadação do órgão diminui.

 

Custo anual de Talões em Papel era menor

Em resposta ao Requerimento de Informações n.º 115/2020 do vereador Pietro Arnaud (PSB) a AMTT informou que o custo anual dos antigos talonários em papel era de aproximadamente R$ 115.800,00 mil reais.

Segundo informações constantes do Portal da Transparência Municipal, apenas em 2019 a AMTT pagou à CIDATEC o valor de R$ 1.297.088,43 milhões, ou seja, mais de 1020,11% do que o valor da despesa que o órgão tinha, anualmente, com talonários em papel.

 

Arrecadação da AMTT tem diminuído

De outro lado, embora a AMTT tenha justificado que a implantação do Estar Digital iria dar mais eficiência ao órgão (veja aqui), a arrecadação do órgão tem diminuído, visivelmente, conforme mostra o quadro comparativo abaixo.

Conforme informações prestadas pela AMTT nos três primeiros meses de 2018, 2019 e 2020 o órgão arrecadou com “venda talonários zona azul”, “regularização Estacionamento e Rend. Aplic. Finc. Zona Azul”:

Janeiro, fevereiro e março de 2018: R$ 1.048.776,42

Janeiro, fevereiro e março de 2019: R$ 995.105,94

Janeiro, fevereiro e março de 2020: R$ 695.659,46

Já em agosto, setembro e outubro de 2017, 2018 e 2019 o órgão arrecadou com “venda talonários zona azul”, “regularização Estacionamento e Rend. Aplic. Finc. Zona Azul”:

Agosto, setembro e outubro de 2017: R$ 1.082.729,82

Agosto, setembro e outubro de 2018: R$ 1.703.649,61

Agosto, setembro e outubro de 2019: R$ 1.024.443,52

 

Empresa já teve empenhado mais de R$ 3 milhões

Consta do Portal da Transparência que em 2018 a AMTT empenhou em benefício da CIDATEC o valor de R$ 597.680,00 e pagou R$ 516.847,05, em 2019 empenhou R$ 1.521.961,72 e pagou R$ 1.297.088,43 e em 2020 empenhou R$1.000.547,94 e pagou R$ 307.356,74, totalizando o valor de R$ 3.120.189,66 empenhados em benefício da CIDATEC, enquanto em Curitiba, onde se fez um contrato um tanto mais planejado que em Ponta Grossa, as empresas recebem percentuais da “receita bruta obtida com a comercialização dos créditos virtuais do EstaR realizada através dos APP’s credenciados e pela rede de postos fixos”, conforme Termo de Homologação da Concorrência URBS n.º 017/2018, o que é extremamente mais justo!

 

AMTT justificou contratação do Estar Digital em “Eficiência”

Consta da justificativa do certame para contratação do Estar Digital a necessidade de ser organizada a circulação e a parada de veículos, visando a rotatividade dos mesmos, permitindo que um maior número de usuários usufruísse do estacionamento público. A implantação do Estar Eletrônico visaria comodidade, eficiência e facilidade para o usuário, pois ele teria a opção de acesso, podendo optar pela forma que julgasse mais oportuna no momento, visando também maior agilidade e eficiência na fiscalização dos veículos.

Os objetivo apontavam que com o uso da tecnologia,  os Agentes de Trânsito seriam mais equipados, tornando-os mais ágeis no desempenho de suas funções, reduzindo-se assim a carga de materiais e melhorando o trabalho dos mesmos, o que beneficiaria o usuário do estacionamento rotativo, dando-lhe maior comodidade e conveniência desde à aquisição de créditos, forma de pagamento e regularização, possibilitando a fiscalização mais eficiente nas áreas de abrangência do sistema e permitindo que as informações geradas pelo sistema pudessem ser utilizadas pela administração na elaboração de projetos de melhoria do transito.

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