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Pietro pede avaliação financeira e patrimonial da Sanepar

28 de julho de 2015
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Vereador quer que seja feita auditoria independente a exemplo do que ocorreu em Londrina

O vereador Pietro Arnaud (PTB), vice-presidente da Câmara Municipal de Ponta Grossa e relator especial da Comissão Parlamentar de Inquérito que investiga os serviços prestados pela Companhia de Saneamento do Paraná – a “CPI da Sanepar” –, encaminhou, no final da tarde de 28 de julho de 2015, Moção de Apelo ao prefeito Marcelo Rangel (PPS) solicitando a contratação imediata de uma auditoria independente para realizar uma avaliação financeira e patrimonial da Companhia. O objetivo desse pedido, segundo o vereador, é averiguar se procede ou não o valor de R$ 20 milhões que a Sanepar pretende pagar à Prefeitura pela renovação do contrato.

O pedido de Pietro baseia-se na medida tomada no último dia 14 pelo prefeito de Londrina, Alexandre Kireeff (PSD), que assinou decreto instituindo um grupo de trabalho para elaborar relatório sugerindo qual é a melhor alternativa de modelo de saneamento para o município. A empresa contratada pela prefeitura londrinense para fazer esse relatório é a Ceres Inteligência Financeira, vencedora da licitação pelo valor de R$ 576 mil (o preço máximo era de R$ 635 mil) – conforme a tomada de preços TP/SMGP 0010/2014.

Em janeiro, Kireeff já havia contratado a Ceres para fazer uma avaliação financeira e patrimonial da Sanepar. O decreto assinado há duas semanas é decorrente dessa avaliação.

“Precisamos saber exatamente quanto custa todo o sistema de abastecimento de água e da rede de coleta de esgoto em Ponta Grossa antes de renovar o contrato entre a Prefeitura e a Sanepar, pois consideramos o valor de R$ 20 milhões muito abaixo do que imaginamos ser o correto, haja vista que o sistema é evidentemente muito mais caro do que esse montante”, argumenta Pietro.

O vereador cita a questão do imóvel localizado na esquina das ruas Balduíno Taques e Barão do Cerro Azul, que a Sanepar adquiriu irregularmente do município por usucapião – “uma vez que imóvel público não pode ser usucapido”. “Esse imóvel vale muito mais do que esses R$ 20 milhões, sem contar que o município tem mais nove áreas que se encontram cedidas à Companhia e que ela também pretende adquirir, medindo mais de 55 mil metros quadrados e orçadas em mais de R$ 65 milhões, fora todo o sistema da empresa”, diz Pietro. “É preciso lembrar que somente esse imóvel da tentativa de usucapião pela Sanepar vale por volta de R$ 23 milhões”, complementa.

“A avaliação de todo o sistema da Sanepar por uma auditoria independente vai permitir que a população acompanhe atentamente a renovação do contrato com a Companhia”, explica Pietro.