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Recepção do Hospital Evangélico é ‘subdimensionada’; lactário é ‘mal planejado’

26 de fevereiro de 2016
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Os dois espaços internos do hospital receberam as mais duras críticas do Relatório de Inspeção elaborado pela 3ª Regional e Vigilância Sanitária

Dois espaços internos do Hospital Evangélico receberam algumas das mais duras críticas do Relatório de Inspeção elaborado por técnicos da 3ª Regional de Saúde, através da Seção de Vigilância Sanitária, Ambiental e Saúde do Trabalhador (SCVSAT), e da Vigilância Sanitária (Visa) de Ponta Grossa, após vistoria realizada entre o final de julho e o início de agosto de 2015: a recepção principal e o lactário. O primeiro, segundo o documento, é “subdimensionado”. “Seus banheiros são diferenciados para o público, porém não são adaptados para pacientes com deficiência e não possuem iluminação e ventilação natural”, diz o relatório. Por sua vez, a recepção dos consultórios ginecológicos também era “subdimensionada”, pois não possuía “banheiros diferenciados e adaptados para pacientes com deficiência e, nos corredores, são colocadas longarinas-cadeiras que dificultam a passagem das pessoas e insumos”.

Já o lactário foi “mal planejado”, uma vez que as duas salas não dispunham, no momento da vistoria, de ventilação natural e/ou dispositivo mecanizado de exaustão e insuflamento e sistema de climatização, lavatório para higienização das mãos providos de sabonete líquido, papel-toalha e lixeira com tampa e acionamento com pedal. “A sala de preparo das mamadeiras não dispõe de ar condicionado e vestiário de barreira e a autoclave não está interligada  a nenhum ramal de esgoto; logo, a água é coletada em balde”, diz o relatório. Também foram identificadas irregularidades no processamento de roupas e nos setores de neonatologia e internamento.

De acordo com o documento, os postos de enfermagem também estavam “subdimensionados”, pois contavam, nos dias da vistoria, com bancada com uma cuba, mas não tinham lavatório exclusivo para lavagem de mãos “dotadas de sabonete líquido, papel-toalha e lixeira com tampa e acionamento de pedal”. Além disso, as bancadas dificultavam o acesso interno; algumas tinham largura de 26,5 cm entre a parede e o tampo.

Cópia do Relatório de Inspeção foi entregue à CEI das Maternidades – Comissão Especial de Investigação criada na Câmara Municipal de Ponta Grossa para analisar situações envolvendo o atendimento médico a gestantes e recém-nascidos no município, formada pelos vereadores Pietro Arnaud (Rede), presidente; Pastor Ezequiel Bueno (PRB), relator-geral; e Amauri Manosso (Rede), Taíco Nunes (PTN) e Professor Careca (SD), relatores especiais.

Foto José Aldinam